AUTOATENDIMENTO

Uniso usará energia limpa e criará RPPN
13/11/2019 - 18h25

Utilizar energia limpa, gerada a partir de fontes renováveis. Essa é a mais nova proposta da Universidade de Sorocaba (Uniso), dentro da sua política de preservar o meio ambiente e incentivar práticas sustentáveis. A instituição aderiu ao Mercado Livre de Energia e também iniciará a construção de um grande sistema de geração fotovoltaica (energia solar). A previsão é de que, em meados de 2020, a Cidade Universitária e o câmpus Trujillo estejam utilizando uma grande parte de energia que não agrida a natureza. Além disso, se prepara para criar a sua primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma unidade de conservação que preservará área de mata no câmpus da Universidade.

Os anúncios foram feitos em um momento especial para a Uniso, em razão de ter sediado o 1º Fórum Regional de Mudanças Climáticas, nesta quarta-feira, dia 13 de novembro. Fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Sorocaba e a Universidade, o fórum reuniu lideranças municipais, regionais e estaduais, além de representantes de inúmeras instituições, para discutir as mudanças no clima e o que cada setor da sociedade pode fazer.

O Reitor da Uniso, professor Rogério Augusto Profeta, integrou a primeira mesa de debates, ao lado do secretário municipal do Meio Ambiente, Maurício Tavares da Mota, da assessora internacional da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho e da assessora de Mudança do Clima do Iclei América do Sul, Flávia Bellaguarda. A prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho, também participou da abertura.

 

Energia verde

 

Em fase final de assinatura de contrato com empresa especializada, a Uniso iniciará em breve a construção de um sistema com mil metros quadrados de placas fotovoltaicas, que será instalado sobre o prédio Apoio 4, na Cidade Universitária. Essas placas utilizarão a luz do sol para gerar de 12% a 15% da energia consumida no câmpus. Segundo Dawilson Menna Júnior, responsável pelo Departamento de Engenharia da Uniso, a energia gerada por esse sistema será lançada na rede interna e utilizada por todos os setores. Estima-se que ele será capaz de abastecer 100% da Universidade aos domingos e feriados, quando o consumo é reduzido.

Esse sistema deve entrar em operação em meados de 2020, quase que simultaneamente ao início do uso de energia limpa, comprada no Mercado Livre de Energia. Dawilson explica que a futura fornecedora tem sua produção a partir de sistemas eólicos (vento) e fotovoltaicos (luz solar). Além de ser uma opção vantajosa do ponto de vista financeiro, o novo contrato, com duração de cinco anos, permitirá a preservação do meio ambiente, em consonância com o propósito da Uniso de valorização dos recursos naturais.

Em todas as suas dependências, lembra Dawilson, a Uniso já adota práticas sustentáveis de economia de recursos e insumos, buscando a máxima eficiência dos sistemas e os menores impactos ao meio ambiente.

 

Lição dentro de casa

 

A Uniso também se prepara para criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma área de mata de aproximadamente 40 mil metros quadrados, localizada à esquerda de quem entra na Cidade Universitária, às margens da rodovia Raposo Tavares. Segundo o coordenador dos cursos de Gestão Ambiental e Ciências Biológicas, professor Nobel Penteado de Freitas, as tratativas já foram iniciadas com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Quando tudo estiver finalizado, a área será uma unidade de conservação, inclusive com conselho gestor próprio para garantir a sua preservação.

A preocupação com o meio ambiente, destaca o professor Nobel, é uma característica que acompanha a Uniso desde o início. Para ser criada, a Uniso instalou o Núcleo de Estudos Ambientais (Neas) e desde então desenvolve ações que já deram grande contribuição ao patrimônio natural de Sorocaba e região. Internamente, a Uniso já plantou na Cidade Universitária mais de 22 mil mudas de árvores, em ações próprias e em parcerias com a iniciativa privada e com ONGs, como a SOS Mata Atlântica.

Isto sem contar as ações educativas, como o plantio realizado pelos alunos do Colégio Dom desde 2015. E a partir de 2020, cada curso de Graduação da Uniso plantará uma muda antes dos seus formandos colarem grau.

 

Além das suas fronteiras

 

A contribuição da Uniso para com o meio ambiente, no entanto, foi muito além das suas divisas. Nobel Penteado de Freitas relembra que movimentos iniciados dentro da Universidade foram responsáveis pela criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH/SMT), em 1995, e da Área de Proteção Ambiental (APA) de Itupararanga, entre os anos de 1998 e 2003. Somente essas duas ações beneficiaram milhões de pessoas, ajudando a preservar a qualidade da água de Itupararanga e recuperando rios de toda a região, como o Sorocaba.

A criação de um Banco de Sementes, no Neas, também trouxe benefícios incalculáveis para a região. Mais de 300 mil mudas de árvores já foram produzidas e doadas para os municípios dessa parte do Estado, com destaque para alguns projetos, como o Megaplantio e o Megaplantio Escolar, desenvolvidos em Sorocaba. Igualmente ganharam destaque a clonagem da famosa paineira do bairro Árvore Grande e o apoio à criação da Cooperativa de Reciclagem Catares, ações que comprovam o envolvimento da Uniso com a comunidade e com a preservação do planeta.

 

 

 

Foto: Armando Rucci Filho / Assecoms


Reitor Rogério Augusto Profeta participou de debate em fórum