AUTOATENDIMENTO

Uniso implanta mais um laboratório de pesquisa
25/08/2017 - 16h00

O Laboratório de Microbiologia Industrial e Processos Fermentativos (LaMInFe), instalado no Núcleo de Estudos Ambientais (NEAS) da Uniso, iniciou suas atividades neste semestre com dois projetos de pesquisa aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que estão inseridos no Programa de Pós-Graduação em Processos Tecnológicos e Ambientais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas.
Um evento marcou a abertura do novo espaço, na última quinta-feira (24), com a participação de um grupo de professores e alunos convidados. O Reitor, professor Fernando de Sá Del Fiol, o Pró-Reitor Acadêmico, professor José Martins de Oliveira Júnior, e o professor Aldo Vannucchi, Assessor Especial da Reitoria, também estiveram presentes.
O novo laboratório possibilitará a realização de estudos sobre a produção de membranas de nanocelulose, um biopolímero que vem sendo utilizado em diversas aplicações médicas, como substitutos temporários de pele e como curativos no tratamento de lesões, queimaduras e úlceras, além da produção e purificação de biomoléculas de interesse em diversos segmentos industriais (biotecnológico, ambiental, alimentício, farmacêutico).
“As lesões na pele têm grande importância clínica, pois demandam tempo para restaurar a integridade anatômica e funcional. As membranas podem auxiliar na restauração da pele, além de reduzirem o risco de infecção e outras complicações”, explica a professora e pesquisadora Angela Faustino Jozala, Coordenadora do LaMInFe.
Denominado “Desenvolvimento de uma Plataforma para a Produção e Purificação de Bioprodutos”, um dos projetos aprovados, que será desenvolvido pela professora Angela, tem como objetivo produzir uma membrana com propriedades antimicrobianas que poderá ser disponibilizada em produtos em diferentes formas, como pós, géis, filmes e esponjas porosas. Para tanto, conta com o auxílio do professor e pesquisador Norberto Aranha, para a utilização da fibroína, uma proteína natural extraída de casulos do bicho-da-seda que vem sendo utilizada pela indústria cosmética, porém que ainda não foi testada no processo de regeneração, por exemplo.
A professora e pesquisadora Denise Grotto está coordenando o outro projeto de pesquisa, em parceria com a professora Angela Jozala, com o título “Cogumelos e biomoléculas como biossorventes ecologicamente favoráveis: uma avaliação biorremediadora”. Neste caso, com finalidade ambiental, visando remover contaminantes da água, serão desenvolvidos dois bioprodutos, um deles derivado dos cogumelos e o outro que será incorporado à membrana de celulose bacteriana.
Os projetos receberam, por parte da FAPESP, um investimento total de R$ 182.550,88.


Neas abriga o novo laboratório

Apresentação do novo espaço pela coordenadora, profa. Angela

Visita ao laboratório

Evento recebeu professores e alunos

Reitoria e professores da Pós-Graduação reunidos