AUTOATENDIMENTO

Uniso inaugura mais um laboratório de pesquisa
22/08/2017 - 13h34

O Laboratório de Microbiologia Industrial e Processos Fermentativos (LaMInFe), instalado no Núcleo de Estudos Ambientais (Neas) da Uniso, iniciou suas atividades neste semestre com dois projetos de pesquisa aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A inauguração acontecerá nesta quinta-feira (24), às 10h30, para professores, pesquisadores e alunos convidados.
Os projetos, denominados “Desenvolvimento de uma Plataforma para a Produção e Purificação de Bioprodutos” e “Cogumelos e biomoléculas como biossorventes ecologicamente favoráveis: uma avaliação biorremediadora”, estão inseridos no Programa de Pós-Graduação em Processos Tecnológicos e Ambientais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas.
O novo laboratório possibilitará a realização de estudos sobre a produção de membranas de nanocelulose, um biopolímero que vem sendo utilizado em diversas aplicações médicas, como substitutos temporários de pele e como curativos no tratamento de lesões, queimaduras e úlceras, além da produção e purificação de biomoléculas de interesse em diversos segmentos industriais (biotecnológico, ambiental, alimentício, farmacêutico).
“As lesões na pele têm grande importância clínica, pois demandam tempo para restaurar a integridade anatômica e funcional. As membranas podem auxiliar na restauração da pele, além de reduzirem o risco de infecção e outras complicações”, explica a professora e pesquisadora Angela Faustino Jozala, Coordenadora do LaMInFe.
Em uma das pesquisas aprovadas, que será desenvolvida pela professora Angela, o objetivo é produzir uma membrana com propriedades antimicrobianas que poderá ser disponibilizada em produtos em diferentes formas, como pós, géis, filmes e esponjas porosas. Para tanto, conta com o auxílio do professor e pesquisador Norberto Aranha, para a utilização da fibroína, uma proteína natural extraída de casulos do bicho-da-seda que vem sendo utilizada pela indústria cosmética, porém que ainda não foi testada no processo de regeneração, por exemplo.
A professora e pesquisadora Denise Grotto está coordenando o outro projeto de pesquisa, em parceria com a professora Angela Jozala. Neste caso, com finalidade ambiental, visando remover contaminantes da água, serão desenvolvidos dois bioprodutos, um deles derivado dos cogumelos e o outro que será incorporado à membrana de celulose bacteriana.
Os projetos receberam, por parte da FAPESP, um investimento total de R$ 182.550,88.